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Por que os cães uivam?
A cena é clássica: um cão ou um lobo uivando melancolicamente, com a lua cheia ao fundo. Mas não é só nas noites mais claras de luar que esses animais uivam. E você já parou para pensar por que eles fazem isso?
De acordo com Rubia Burnier, veterinária especialista em comportamento animal, uivar é um recurso usado pelo cão para se comunicar à distância, uma ferramenta útil especialmente quando não há contato visual. Quando o animal uiva, sua voz atinge um timbre mas alto e ele pode ser ouvido de longe.
"O uivo de um cão pode ser percebido a quilômetros de distância e serve para chamar atenção, localizar e reunir os membros do grupo. Esse comportamento foi herdado do lobo e é uma característica marcante em algumas raças, como husky siberiano, samoieda e malamute do Alaska. Esses cães uivam em vez de latir", diz a veterinária.
Outro motivo que estimula o cão a uivar, ressalta a especialista, é a presença de uma cadela no cio, cujo cheiro se espalha pelo vento, atraindo machos mesmo distantes e criando assim uma "sinfonia de uivos". Uivar geralmente não significa dor ou sofrimento, mas muitas vezes serve para aliviar o tédio e a solidão. Pode ser também uma maneira de o cão extravasar sua frustração.
Segundo Rubia, cães que ficam sozinhos por períodos longos uivam numa tentativa de trazer de volta seus companheiros de matilha, no caso, a família. "O uivo também expressa excitação e contentamento, como aqueles cães que uivam quando ouvem música", exemplifica a veterinária.
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Os cães se apaixonam?
Se você perceber que seu cachorro pula cercas, aproveita um descuido e foge pelo portão, enfim, faz de tudo para ficar na companhia da cadela do vizinho, é forte a possibilidade de o seu fiel companheiro estar "apaixonado".
A teoria de que os animais possuem sentimentos e costumam demonstrá-los já é aceita por muitos pesquisadores. Segundo o biólogo e jornalista Klaus Wilhelm, em artigo publicado em 2006, "estudos sobre o metabolismo do cérebro fornecem evidências de que os sentimentos dos animais talvez não sejam muito diferentes dos sentimentos dos seres humanos, pois entre eles há processos cerebrais comuns".
Conforme Raul Dalmarco Filho, veterinário e especialista em comportamento animal, embora não aconteça da mesma forma que com os homens, os cachorros podem se "apaixonar". "Quando os cães criam o hábito da convivência, passam a dormir e a viver juntos, e cria-se entre eles um grau de intimidade, uma relação de casal. Às vezes, uma cadela que está no cio acaba dando atenção apenas a um cachorro e ignorando todos os demais", afirma.
Não há um motivo particular para um cão "apaixonar-se" por uma cadela, ou vice-versa. "A escolha é aleatória e baseia-se, quase sempre, na convivência. Algumas vezes, também, essa relação está ligada a uma experiência positiva que o animal teve na sua infância, com outro cachorro ou, até mesmo, com uma raça específica", diz o especialista.
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Os cães reconhecem seus irmãos?
Apesar de conviver com os irmãos de uma mesma ninhada por várias semanas na barriga da mãe e na fase da amamentação, um cachorro não consegue reconhecer um irmão se encontrá-lo depois de separado de sua família.Isso não significa, no entanto, que o irmão, com o tempo, se transforme num indivíduo totalmente estranho para um cão, de acordo com o professor Luciano Mendes Castanho, da Faculdade de Ciências Biológicas da PUC/SP.
Mesmo depois de anos, esse animais são capazes de saber, por meio do olfato, se um outro cão é membro de sua família, mas sem distinguir se uma cadela é mãe ou irmã, por exemplo. "No caso dos cachorros é possível supor que, durante os primeiros dias de vida, os filhotes de uma ninhada memorizem os cheiros da mãe e de seus irmãos e irmãs", diz.
Essa capacidade está presente em várias espécies de animais, explica o professor, e tem o objetivo de evitar o acasalamento entre parentes próximos, que podem resultar no nascimento de filhotes com problemas genéticos.
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Por que os cachorros correm atrás do próprio rabo?
Se você tem um cachorro de estimação, provavelmente já deve ter flagrado alguma cena do animalzinho correndo atrás do próprio rabo, em círculos. Mas você já parou para pensar qual a razão dessa atitude?
De acordo com Rubia Burnier, veterinária e terapeuta de animais, há mais de uma justificativa para esse comportamento, algumas até preocupantes para a saúde do bicho. Uma das explicações, conforme a especialista, seria a percepção de que correr em círculos desperta a atenção do dono. "O cachorro pode transformar isso numa estratégia", diz Rubia.
Também por tédio ou falta de estimulação ambiental, cães com forte instinto de caça podem canalizar essa necessidade não realizada "caçando o próprio rabo", explica a veterinária.
Outra possibilidade é a tentativa de aliviar algum desconforto presente na região do ânus ou do rabo, como pulgas, dermatites ou inflamações da glândula paranal. O mais preocupante, porém, é se o cão sofrer de estresse e desenvolver comportamentos compulsivos, segundo Rubia. "Alguns chegam a morder e mutilar o próprio rabo. Nesse caso, o dono deve procurar um especialista o mais rápido possível", alerta.
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Os cães se reconhecem no espelho?
Nem mesmo uma longa sessão de banho e tosa numa petshop é capaz de fazer o seu cachorro parar na frente de um espelho para conferir o próprio visual. A razão disso não está relacionada à falta de vaidade do seu mascote, mas sim à incapacidade que ele tem de reconhecer a própria imagem refletida, segundo o professor Luciano Mendes Castanho, da Faculdade de Ciências Biológicas da PUC-SP.
Essa característica dos cães não é uma exceção no mundo animal. A capacidade de identificar a si mesmo em um espelho é bastante rara na natureza, presente apenas entre os grandes primatas (chimpanzés, bonobos, gorilas, orangotangos e humanos), nos golfinhos e nos elefantes.
Entre os cientistas há o entendimento de que essa habilidade só é possível em espécies com alto grau de empatia e comportamento altruístico, ou seja, que são aptos a perceber as necessidades de outros indivíduos de sua espécie e tentar ajudar. "Além disso, trata-se de animais que têm uma capacidade cerebral muito mais sofisticada que a dos cães", diz.
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Coisinhas que os filhotes precisam
Você gastou meses pensando em ter um cachorro, pesquisou e encontrou o bicho ideal. Agora o dia finalmente chegou: você vai levar para casa o totó de seus sonhos. Hum, talvez ainda falte alguma coisa - antes de levar o cãozinho para casa, é preciso ter os itens listados aqui:
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Coleira e etiqueta - encomende uma etiqueta com seu nome e número de telefone gravados semanas antes de levar o cãozinho para casa. Prenda-a na fivela da coleira e coloque ambas em seu cachorrinho antes de sair do criador ou do abrigo de animais. Enquanto o filhote cresce, verifique se a coleira não está apertada demais. O ideal é que você consiga colocar dois dedos entre ela e o pescoço do animal. As coleiras podem ser feitas de couro ou nylon, ambos materiais duráveis. Entretanto, cãezinhos adoram mastigar e o couro tem cheiro e textura agradáveis. Se esse material for sua escolha, espere até seu filhote passar da fase de nascimento dos dentes.
Se você tem um filhote ou está adestrando seu cão, vai precisar de uma coleira de adestramento, também conhecida como enforcador. Elas são um dispositivo de adestramento para ensinar que seu cão não deve puxar você enquanto passeiam. Isso só deve ser usado para adestrar seu cão e não substitui uma coleira convencional. A não ser que você esteja perto para supervisionar, nunca deixe nenhum tipo de coleira em um cão preso, pois isso pode esganá-lo ou provocar uma asfixia letal. Pelo mesmo motivo, nunca deixe um enforcador, seja de nylon ou metal, em um cachorro sem vigilância.
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Caixa de transporte - todos estamos acostumados com a imagem clássica de um cão com a cabeça para fora do carro, com as orelhas batendo ao vento e a língua de fora. Entretanto, um carro em movimento não é lugar para um cão de qualquer idade se movimentar livremente. Você precisará de um canil portátil para colocar seu amigo durante o passeio até o novo lar dele, bem como para futuras visitas ao veterinário e ao salão de beleza.
Escolha uma caixa de transporte robusta para acomodar confortavelmente seu cão e mantê-lo seguro em caso de acidente. Caixas para transporte aéreo são leves, duráveis e fáceis de limpar. São adequadas para viagens aéreas, caso seu cão vá fazer passeios pelo mundo e também podem ser usadas no carro, tendo a alça presa com o cinto de segurança. As caixas aramadas são bem ventiladas e podem ser dobradas quando não estão em uso. Elas podem ser cobertas, para dar privacidade e proteção. Os transportadores do tipo bolsa de tecido são confortáveis e fáceis de carregar. O topo com zíper e os fechos nas extremidades fazem com que seja fácil colocar o animal e removê-lo. As bolsas são duráveis e fáceis de limpar. Na maioria das empresas aéreas, esse tipo de transportador é aceitável para cães que viajarão na cabine, mas as bolsas não podem ser usadas na área de bagagem. Independentemente do estilo escolhido, assegure-se de que os trincos são robustos, e as bordas, macias. Tenha certeza de que todos os parafusos, porcas e trincos estão firmes. Não desleixe na qualidade só para economizar uns trocados, pois não vale a pena arriscar a vida e a segurança de seu cachorro.
* Guia - aprender a andar com uma guia é uma das primeiras lições de etiqueta canina. Compre uma leve e bem fabricada. As guias de couro são bonitas e duráveis, mas o óleo da pele pode manchá-las e os filhotes adoram roê-las. As feitas de nylon são leves, coloridas e fortes. As correntes são praticamente indestrutíveis, mas são mais pesadas do que as outras, além de ser barulhentas. Uma guia retrátil dá ao filhote a ilusão de liberdade, mas permite que você a enrole quando necessário.
* Comida - um cão saudável precisa de combustível adequado. As necessidades nutricionais mudam durante a vida. Um filhote precisa de um equilíbrio nutricional que é diferente do de um cão adulto ou idoso. Então, converse com seu veterinário, criador ou dono do abrigo para obter recomendações da comida certa para seu cão. Compre ração completa e equilibrada. O ideal é que o rótulo expresse que o fabricante fez testes para garantir o valor nutricional do alimento.
Antes de levar o cão para casa, descubra qual foi a última vez em que ele comeu, com que freqüência tem sido alimentado e o que ele está acostumado a comer. Se você planeja usar um alimento diferente, introduza-o aos poucos, por mais de duas ou três semanas, misturando a ração nova com a antiga. Uma mudança radical na dieta pode causar vômitos ou diarréia.
* Vasilhas - as vasilhas para água e comida estão disponíveis em uma grande variedade de materiais. Cada um tem suas vantagens e desvantagens. Tigelas de metal são práticas, duram por anos e são fáceis de limpar. Entretanto, se você usa comida enlatada que precisa ser refrigerada, não pode usar a vasilha para requentar a refeição no microondas. Também são muito leves, facilitando derramamentos. As vasilhas de cerâmica são decorativas, podem ser personalizadas e geralmente vão à máquina de lavar louça e ao microondas. Elas são pesadas, evitam derramamentos e inclinações, mas podem ser quebradas. Algumas tigelas de cerâmica feitas fora dos Estados Unidos têm altas quantidades de chumbo e não devem ser usadas por pessoas ou animais. As vasilhas de plástico são leves, coloridas, baratas, fáceis de limpar e podem ir à máquina de lavar louça e ao microondas. No entanto, os odores dos alimentos aderem ao plástico e alguns cães adoram mastigar esse material.
* Itens de beleza - os itens básicos de que você vai precisar são um pente para pulgas, uma escova de cerdas impermeáveis, de pinos ou luva polidora (dependendo da pelagem do seu cão) e de um cortador de unhas. Uma escova e uma pasta de dentes ou solução de limpeza também são soluções prudentes.
Kit de primeiros-socorros - você pode comprar pronto ou montar um. Um kit completo precisa ter um termômetro retal, gaze, tesoura, esparadrapo, pinça, pomada antibiótica, uma seringa sem agulha para medicamentos líquidos, cotonetes e bolas de algodão, água oxigenada ou xarope para induzir o vômito e tabletes de carvão ativado para absorver veneno. Outros itens úteis são um cobertor e uma toalha, um saco ou bolsa plástica para servir de bolsa de gelo e luvas de borracha. Também é uma boa idéia incluir no kit o telefone do veterinário, o telefone do hospital de emergência para animais e um livreto de primeiros socorros.
* Brinquedos - se você não dá brinquedos para que seu cão queime a energia ilimitada, ele vai achar alguns: seus sapatos, seus livros ou até mesmo seu iPod. Para canalizar a energia na direção certa, forneça brinquedos que exercitem não apenas o corpo do cão, mas também o cérebro. Um brinquedo robusto para mastigar, feito de borracha dura, satisfará a necessidade de mastigar e aliviará a dor que surge quando os novos dentes estão nascendo. O barulho de um brinquedo estridente é infalível para prender a atenção do cão. Apenas certifique-se de que o chocalho de dentro não pode ser descolado e engolido. Um bicho de pano é o brinquedo escolhido por muitos cães. Alguns se enroscam com ele, outros o agitam e jogam no ar. Sempre escolha um brinquedo bem feito, sem olhos de botão, sinos, fitas ou outros acessórios que podem facilmente serem mastigados e engolidos. Por fim, nunca dê nenhum brinquedo parecido com algo que você não queira ver estragado, como, por exemplo, um sapato velho. É praticamente impossível que ele faça a distinção entre o calçado que você quer que ele mastigue e os sapatos do seu closet.
* Cama - seu cãozinho vai adorar ter um lugar para se enroscar e tirar uma soneca depois de brincar. Há uma infinidade de camas não apenas para cada bicho, mas também para cada decoração: das do tipo travesseiro às poltronas personalizáveis, das de paislei às de manta. Escolha uma cama bem feita e lavável a máquina. As de vime são clássicas, mas lembre-se: um filhote é um mastigador e pode facilmente destruí-la.
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